Earthlings (Terráqueos)

15 de junho de 2016

Finalmente tivemos coragem de assistir ao documentário Terráqueos (filme acima na integra e legendado).

Estava com receio de ver pois saberia que iria machucar muito – e de longe foi muito pior do que podia imaginar. Quando terminou não conseguia pensar direito e fiquei com um nojo tão grande das pessoas que mal consigo descrever…

Não temos como ser os mesmos depois de assistir. Um lado nosso ficou com o coração um pouco tranquilo por saber que já demos o primeiro passo. Mas a ignorância é tão grande no mundo que dá uma tristeza sem fim – como se não houvesse esperança mais.

Queria, de verdade, que TODO MUNDO ASSISTISSE e começasse a pensar com o coração. Enquanto não tivermos empatia com o outro ser o mundo está fadado ao fracasso.

SPOILERS

– Ver vacas há dois dias sem água e sem comida (e consequentemente sem forças) tentando caminhar e quando caiam tinham pimenta esfregada nos olhos pra voltarem a andar SÓ PRA GENTE PODER TER UMA BOLSA, SAPATO E UM CASACO DE COURO foi o maior tapa na cara que podia receber.

– Ver um cachorro jogado VIVO dentro do caminhão do lixo pra ser esmagado ENQUANTO VOCÊ COMPRA SEU CACHORRO DE RAÇA NA PET doeu de uma forma que nem consigo descrever.

– Ver a pele de um animal sendo arrancada enquanto ele ainda estava vivo SÓ PRA TERMOS ROUPAS DE PELE foi de longe a crueldade maior e mais fútil que eu podia suportar. E sim, mesmo depois que arrancaram toda a pele dele, ele ainda estava vivo.

Meu único arrependimento é não ter enxergado tudo isso antes.

E caso você resolva assistir, tenha em mente que o mundo vai ficar muito mais triste depois. Não há volta.

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Sobre Amar os Animais – Uma Reflexão e Relato Pessoal

20 de maio de 2016
Olga

Quem ilustra esse post cheio de amor é a Olga – uma pequenina que nasceu sem os olhos e agora está morando na casa dos meus pais! #NãoCompreAdote #AmorNãoSeCompra

Tive momentos de vegetarianismo quando era adolescente, não sei se eram por consciência ou pra chamar a atenção… Mas pouco tempo depois a saudade do hambúrguer acabava falando mais alto (e eu deixava meu paladar falar mais alto do que o meu coração).

E assim você segue com a sua vida… Acreditando que existe uma cadeia alimentar e que comer carne faz parte e que é algo normal e até saudável. Foram 30 anos acreditando nisso.

De uns dois anos pra cá resolvi olhar os vídeos e fotos polêmicas que apareciam no explore do instagram pra mim (na verdade elas sempre estavam lá – eu que não queria ver). Aquelas fotos de contas de vegetarianos e veganos sabe?! Que são extremas e que você prefere tapar os olhos do que encarar a realidade.

E daí aos poucos comecei a eliminar todos os produtos de beleza que eram testados em animais… Ficava bem feliz por fazer isso… Mas ainda me incomodava o fato de que, ok, eu não ajudo mais a torturar os bichinhos, mas continuo comendo eles.

Daí veio a fase de procurar carne orgânica – pelo menos os bichinhos são criados soltos e tem uma vida feliz. Aquele famoso pensamento de abate humanitário que não existe.

Foi daí que começou a doer em mim de uma forma totalmente nova. Cada dia que passava minha consciência me julgava… Como posso amar tanto os meus cachorros que são animais e ignorar a vaca, o boi, a ovelha, a galinha…? Como?! Eles tem sentimentos e dores iguais a qualquer outro animal.

Lembro de ver uma foto de uma vaca com os olhos arregalados olhando a outra ser morta – apavorada sabendo que ela seria a próxima.
Foi nessa foto que percebi que o que tinha no nosso prato era morte e sofrimento. Nada mais.

Senti uma tristeza tão grande que simplesmente não consegui mais ignorar. Só falei para o Márcio que não iria mais comer carne. E ele só me respondeu: então também não vou mais.

Ninguém acreditou que a gente estava falando sério – ainda mais depois de estar numa alimentação praticamente paleo regada a churrasco. Mas cozinhamos, viajamos… E nenhum bichinho precisou morrer pra gente se alimentar. E nenhum nunca mais vai sofrer se depender da gente.

Pensei muitas vezes antes de escrever esse post (tenho vários agendados e estou com uma dificuldade enorme de expor o que penso ultimamente) – mas blog pessoal é pra isso né… Ele reflete o que sou e o que penso.

E você já se questionou sobre tudo isso?

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Alaska: Um Breve Relato

25 de março de 2016

Ver a aurora boreal ao vivo era um daqueles sonhos que parecia meio impossível de realizar – assim como pisar no estado do Alaska.

Quando estava no avião, perto de pousar, olhei pela janela e vi aquele monte de montanha coberta de neve e tive que engolir o choro, fiquei quietinha (estava sentada com dois estranhos ao meu lado e o more na outra fila, com outros dois estranhos – obrigada Alaska Airlines).

Alaska

Tentava processar tudo aquilo que estava prestes a acontecer e fiquei lembrando de todos os programas que tinha assistido e todas as vezes que tinha me imaginado no Alaska… Só que dessa vez era real. Dei uma olhada para o more, ele me olhou e a gente se deu conta que sim, a gente iria em poucos minutos pisar em Anchorage.

Chegada no aeroporto e uma primeira vista de tirar o fôlego logo na escada. Andamos mais um pouco e um caminho com a aurora boreal.

Alaska

Pegamos o carro e assim que saímos do aeroporto a vista mais incrível que a gente tinha visto até então – TODO o caminho era cheio de montanhas maravilhosas de neve… Era tão lindo e tão emocionante de ver que fizemos um facetime com a familia – e quem me acompanhou no snapchat também pode ver “ao vivo”. Era simplesmente lindo demais – e desejei que cada pessoa querida pudesse ver aquilo tudo também.

Depois de passar o primeiro surto, fomos até o hotel… E o nosso quarto ERA SIMPLESMENTE O MAIS LINDO desse mundo. Tinha oito janelas enormes de vidro e uma cama gigante cheia de travesseiros com vista para todas aquelas montanhas maravilhosas.

Alaska

Passado o segundo surto resolvemos ir comer. E Anchorage tem um shopping com 5 andares de lojas! A cidade que fica no Alaska tem mais estrutura que a nossa cidade atual. Hahaha! E o que dizer do atendimento nos lugares? Maravilhoso!!!

Eu estava tão maravilhada com tudo que nem sei bem explicar.

Na volta para o hotel nos arrumamos pra ir tentar ver a aurora boreal, mas o tempo fechou e no dia seguinte também.

Alaska

Eu tava boba com tanta roupa! Hahahaha! Eu amo demais o frio e a neve. Esse é o retrato do “pinto no lixo”!

Sábado cedinho depois de pegar a taxista mais louca de Anchorage (que ficou dando voltas e contando histórias da cidade e que parou em uma casa que tinha um cervo de estimação no pátio e obrigou a gente a tirar foto) chegamos na estação de trem. Duas passagens na classe “aventura” para Fairbanks. Doze horas de viagem no maior estilo “vintage”. E que viagem minha gente!!!

Pra quem assiste na Discovery HD Theater “Nos Trilhos do Alaska”, o Harry Ross era o nosso condutor e o trem parou para deixar propano para o tiozinho que tem um gancho na mão – igualzinho ao seriado! Hahahah!

Alaska

Depois de andar de trem pacas, chegamos em Fairbanks. QUE CIDADE MARAVILHOSA E GELADA – NÃO QUERO MAIS IR EMBORA – ME DEIXA VIVER AQUI. O taxista que nos levou até o aeroporto pra pegar o carro foi super simpático – deu dicas de como dirigir na neve e o telefone – se a gente se perdesse ou tivesse problema pra dirigir era só ligar pra ele. E eu até agora tento processar toda a gentileza que recebemos durante essa viagem.

E daí o universo beijou a gente no traseiro – pois foi uma sequencia de COISAS DANDO CERTO que parecia que a gente estava vivendo a vida de outra pessoa.

Chegamos no hotel (com o caminho mais lindo desse mundo) e um atendimento apenas impecável. Sorriso e gentileza novamente. E cookies!

Pedimos indicação de um lugar legal pra comer as 22hs da noite – e o atendente mandou a gente ir no mesmo lugar que o taxista tinha recomendado. E que comida minha gente!!! Tinha o meu suco preferido da vida, uma penne com legumes e o melhor hambúrguer vegetariano que a gente já comeu. E na porta o jornal do dia que a gente precisava pra coleção.

Alaska

Voltamos para o hotel e pensamos em ir tentar ver a aurora boreal. Preparação zero. More procurou um lugar escuro no google maps, vestimos nossa roupa completa, pegamos as coisas, estacionamos e mal coloquei a camera no tripé e lá estava ela: dançando no céu enquanto eu gritava pro more que a camera nem tava configurada ainda – diz pra aurora esperar um pouco! Hahahaha!

Alaska

Eu nem sentia mais meus dedos… Mas tava clicando e tentando olhar e processar A COISA MAIS LINDA QUE JÁ VI NA VIDA. Cada foto tirada e more e eu dávamos um grito no meio do nada. Só a gente e ela. QUE MOMENTO ÚNICO.

Voltamos pro hotel e desmaiamos. QUE DIA PERFEITO.

Depois disso saímos mais duas noites e novamente as luzes do norte apareceram. A noite do Alaska é inexplicável – quando não tem aurora boreal visível, tem o céu mais estrelado que já vi na vida – enquanto você olha fica se perguntando se é real mesmo. É MUITO LINDO.

Alaska

Durante os dias a gente conciliava o trabalho e os passeios pelas cidades próximas. Conhecemos pelo menos dez cidades. Parávamos nos postos de “beira de estrada”… Parecia um filme. Cada passeio uma descoberta e um cenário mais lindo que o outro. Sem guia e sem roteiro.

Alaska

E eu vou parar de escrever pois era pra ser um relato breve e já escrevi trinta páginas. Mas o que quero dizer com isso: conheçam o Alaska no inverno. A beleza é tão pura e tão linda que vale a pena congelar o nariz, os dedos das mãos e os pés.

Comprem bota de neve, um super casaco, luva e protetor de rosto. Eu já disse luva? Vou complementar que não pode ser essas bonitinhas não, precisa ser luva de verdade ou você fica com a mão zoada (e dói viu?)! Hahahaha! E vou dizer pra usar o protetor de rosto de dia se for fazer uma caminhada longa, pois se não o rosto fica zoado também! Mas nada que uma manteiga super hidratante não resolva!

Alaska

E a gente não vê a hora de ir novamente. A próxima viagem vai ser mais perto do círculo polar ártico. E mais no inverno ainda. Haha! Porque eu sou louca mesmo – e gente louca gosta de fazer coisa louca. Vamos todos juntos pro Alaska no inverno! Quem topa?! Hahaha!

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